livro Iracema de José de Alencar

Iracema: a índia dos lábios de mel, obra de José de Alencar, publicada pela primeira vez em 1865, continua a ser um livro bastante vendido no Brasil.

“Iracema” é um termo indígena (tupi) que significa “saída de mel, saída de abelhas, enxame” (ira, mel, abelha + semu, saída). É um anagrama da palavra “América“. Na obra, o escritor José de Alencar explica que “Iracema” é um termo originário da língua tupi que significa “lábios de mel”.

As letras do nome Iracema se recombinadas formam a palavra América (nome dado ao novo Continente) de onde surgiria um novo povo, um novo mundo, com novas esperanças.

Em março/2018 uma livraria digital que dispõe de mais de 16 milhões de livros identificou que “Iracema” foi para o topo da lista de livros mais vendidos e ficou entre os 10 livros mais vendidos no mês de março.

A obra retrata o romance entre a índia e um guerreiro branco (Martim) – um dos colonizadores português que era amigo da tribo rival de Iracema.

Iracema e Martim tiveram um filho Moacir que seria o primeiro brasileiro miscigenado a história é na verdade fruto de uma lenda que do Ceará, e segundo a história, os fatos teriam ocorrido na região que hoje é o Estado do Ceará.

Com alto índice de satisfação 71% dos leitores aprovam o livro.

O livro, é também uma homenagem ao povo brasileiro e adota como símbolo a beleza da mulher brasileira representada originalmente pelas belas índias que viviam na costa marítima brasileira.

“A miscigenação de raças fez surgir de fato um novo povo. Há uma beleza distinta do povo brasileiro que é admirada em todo mundo, ninguém contesta isso. A índia Iracema (mito criado pelo autor José de Alencar) simboliza a semente dessa nova beleza, que se misturou a outras belezas de povos do mundo inteiro sem perder suas características marcantes. A mulher brasileira é forte, bela, destemida, dedicada, batalhadora, doce e amável. Representá-la em Iracema foi uma ideia sensacional.” Afirmou a professora aposentada e escritora Aldeci de França Magalhães*.

A leitura vale a pena, se você se permitir viajar no tempo e imaginar, os detalhes de quando foi escrita, e de antes de ser escrita, quando ainda era uma lenda popular sem nomes, enredo e sem os preciosos detalhes que lhe emprestou o brilhante autor José de Alencar.

 

*Uma das obras da autora chama-se “Meu ninho de curió” e pode ser encontrada em meio físico em livrarias e sites especializados. Na versão e-book a obra também pode ser encontrada na livraria saraiva no link abaixo:

https://busca.saraiva.com.br/busca?q=meu-ninho-de-curi%C3%B3