barca furada
Gervásio C. Neto – www.institutozamker.wordpress.com – (mencione o autor da charge e site)

APROVAÇÃO DE TEMER E SEU GOVERNO SÃO AS MAIS BAIXAS DA SÉRIE HISTÓRICA.

Aprovação do governo Temer (MDB) segundo a última pesquisa CNT/MDA (137ª da série) é de apenas 2,7%, a menor já registrada em qualquer pesquisa para o cargo. A margem de erro é de 2,2% percentuais para mais ou para menos, o que significa que considerando o menor valor, dentro da margem de erro, o governo Temer teria 0,5% de aprovação da população brasileira, isto é, menos de 1%.

A pesquisa foi realizada entre os dias 15 e 18 de agosto de 2018. Foram ouvidas 2.002 pessoas, em 137 municípios de 25 unidades da federação. A margem de erro é de 2,2%, com 95% de nível de confiança e foi registrada no TSE sob o número BR-09086/2018.

Temer e seu governo nunca tiveram popularidade alta, mas desde que assumiu interinamente o Planalto, há quase 3 anos atrás, a popularidade de Temer tem registrado sucessivas quedas.

Em dezembro de 2017 o governo Temer tinha 6% de aprovação. Em março de 2018 esse índice era de apenas 4,3% e sua rejeição já batia todos os recordes desde o fim da ditadura, agora só 2,7% da população aprovam o governo Temer, o que reforça o título de Presidente mais impopular da história do mundo, segundo pesquisa do grupo de análise política Eurasia divulgada há quase um ano atrás quando os índices de aprovação do governo Temer eram um bem melhores que os atuais.

Para se ter uma ideia o segundo presidente mais impopular do mundo na época era Jacob Zuma, Presidente da África do Sul, que tinha 18% de aprovação, índice quase 7 vezes maior que o atual índice do governo Temer.

Talvez, por isso, os aliados do governo de primeira hora, que participaram ativamente da estrutura do governo Temer ou que o apoiaram no Congresso, mesmo nas situações mais graves e polêmicas, estejam agora evitando Temer e seu governo.

Há candidatos a deputado, senadores, governadores e até à Presidência da República que sequer mencionam o fato de terem sustentado ou participado ativamente do governo Temer, com receio de que a impopularidade de Temer contamine suas candidaturas. “Há um medo generalizado, no meio político, de se associar a Temer e seu governo, porque isso pode significar perda de votos, mas o que muitos políticos ignoram é que suas imagens já estão fartamente associadas a imagem do governo Temer”, afirmou o analista político do NAPZ.

Denunciado formalmente no STF pelo Ministério Público Federal por 2 vezes, Temer conseguiu com o apoio do Congresso evitar o recebimento dos 2 processos criminais contra ele, nos processos, Temer é acusado de corrupção passiva, organização criminosa e obstrução da justiça. No site congresso em foco é possível encontrar matéria detalhada sobre o segunda ação penal proposta contra Temer na ocasião da votação (vide link abaixo).

https://congressoemfoco.uol.com.br/especial/noticias/camara-livra-temer-de-segunda-denuncia-agora-por-organizacao-criminosa-e-obstrucao-de-justica/

Michel Temer (PMDB) foi o primeiro presidente da República, no exercício do cargo, a ser formalmente acusado da prática de crime de corrupção.

A bancada federal de alguns estados foram decisivas para a rejeição (suspensão) do processo criminal contra Temer, Eliseu Padinha e Moreira Franco, e das investigações promovidas pelo Ministério Público Federal. A bancada de deputados federais de Mato Grosso, por exemplo, foi a que, proporcionalmente, mais votou a favor de Temer, seguida de Roraima, Goiás e Pará.

Já a bancada do Espírito Santo foi a que proporcional mais votou contra Temer, seguida das bancadas de Acre e Sergipe. A bancada que apresentou maior número absoluto de votos a favor de Temer foi a de Minas Gerais e as bancadas que mais votaram contra Temer, em termos absolutos foram as de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.

No período de votação pela rejeição da segunda denúncia contra Temer o portal G1 apresentou uma matéria sobre possíveis negociações realizadas entre o planalto e deputados federais a fim de livrar temer do segundo processo criminal apresentado ao STF, veja link abaixo:

https://oglobo.globo.com/brasil/negociacoes-para-livrar-temer-de-denuncia-envolvem-12-bilhoes-21983281

* Logo abaixo identificamos os deputados federais que votaram pela rejeição da denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal, e que com isso, barraram o processo de investigação contra Michel Temer (PMDB) pela prática de crime de corrupção. Ao final da matéria indicamos o link com a relação completa dos que votaram sim, pela rejeição da denúncia/processo criminal contra Michel Temer, barrando o prosseguimento das investigações, e dos deputados que votaram pela não rejeição da denúncia, isto é, que votaram contra Michel Temer, e portanto, pela continuidade da investigação dos supostos atos de corrupção de modo imediato. Na relação consta ainda a lista das abstenções e dos que não compareceram a votação, embora cientes de sua relevância.

Acre:

Flaviano Melo (PMDB) e;

Jéssica Sales (PMDB)

 

Alagoas:

Arthur Lira (PP),

Cícero Almeida (PMDB),

Marx Beltrão (PMDB) e;

Maurício Quintella (PR);

 

Amazonas:

Alfredo Nascimento (PR),

Arthur Virgílio Bisneto (PSDB),

Átila Lins (PSD),

Pauderney Avelino (DEM),

Sabino Castelo Branco (PTB) e;

Silas Câmara (PRB);

 

Alagoas:

André Abdon (PP),

Cabuçu Borges (PMDB),

Jozi Araújo (PTN),

Roberto Góes (PDT) e ;

Vinicius Gurgel (PR);

 

Bahia:

Antonio Imbassahy (PSDB),

Arthur Oliveira Maia (PPS),

Benito Gama (PTB),

Cacá Leão (PP),

Claudio Cajado (DEM),

Elmar Nascimento (DEM),

Erivelton Santana (PEN),

João Carlos Bacelar (PR),

José Carlos Aleluia (DEM),

José Carlos Araújo (PR),

José Rocha (PR),

Lucio Vieira Lima(PMDB),

Márcio Marinho (PRB),

Mário Negromonte Jr.(PP),

Pastor Luciano Braga (PRB),

Paulo Azi (DEM) e;

Roberto Britto (PP).

 

Ceará:

Aníbal Gomes (PMDB),

Danilo Forte (PSB),

Domingos Neto (PSD),

Genecias Noronha (SD),

Gorete Pereira (PR),

Macedo (PP),

Moses Rodrigues (PMDB),

Paulo Henrique Lustosa (PP) e;

Vaidon Oliveira (DEM);

 

Distrito Federal:

Alberto Fraga (DEM),

Izalci Lucas (PSDB),

Laerte Bessa (PR),

Rogério Rosso (PSD),

Ronaldo Fonseca (PROS);

 

Espírito Santo:

Lelo Coimbra (PMDB) e ;

Marcus Vicente (PP)

 

Goiás:

Alexandre Baldy (PTN)

Célio Silveira (PSDB)

Daniel Vilela (PMDB)

Giuseppe Vecci (PSDB)

Heuler Cruvinel (PP) – candidato a vice-governador na Chapa de Daniel Vilela (PSDB)

João Campos (PRB)

Jovair Arantes (PTB)

Lucas Vergilio (SD)

Magda Mofatto (PR)

Pedro Chaves (PMDB) – não é candidato a reeleição

Roberto Balestra (PP)

Thiago Peixoto (PSD) – não é candidato a reeleição

 

Maranhão:

Aluisio Mendes (PTN)

André Fufuca (PP)

Cleber Verde (PRB)

Hildo Rocha (PMDB)

João Marcelo Souza (PMDB)

José Reinaldo (PSB)

Junior Marreca (PEN)

Juscelino Filho (DEM)

Pedro Fernandes (PTB)

Sarney Filho (PV)

Victor Mendes (PSD)

 

Mato Grosso:

Adilton Sachetti (PRB) – atual candidato ao Senado (titular)

Carlos Bezerra (PMDB)

Ezequiel Fonseca (PP)

Fabio Garcia (DEM) – suplente de senador na chapa de Jaime Campos (DEM)

Nilson Leitão (PSDB) – atual candidato ao Senado

Professor Victório Galli (PSL)

Rogério Silva (PMDB)

 

Mato Grosso do Sul

Carlos Marun (PMDB) – atual Ministro do governo Temer não disputa a reeleição

Elizeu Dionizio (PSB)

Geraldo Resende (PSDB)

Tereza Cristina (DEM)

 

Minas Gerais

Ademir Camilo (PODE)

Aelton Freitas (PR)

Bilac Pinto (PR)

Bonifácio de Andrada (PSDB)

Brunny (PR)

Caio Narcio(PSDB);

Carlos Melles (DEM);

Dâmina Pereira (PSL);

Delegado Edson Moreira (PR);

Diego Andrade (PSD);

Dimas Fabiano (PP);

Domingos Sávio(PSDB);

Fábio Ramalho (PMDB)

Franklin(PP)

Jaime Martins (PSD)

Leonardo Quintão (PMDB)

Luis Tibé (PTdoB);

Luiz Fernando Faria (PP)

Marcelo Aro (PHS)

Marcos Montes (PSD)

Marcus Pestana(PSDB)

Mauro Lopes (PMDB)

Misael Varella (DEM)

Newton Cardoso Jr (PMDB)

Paulo Abi-Ackel (PSDB)

Raquel Muniz (PSD)

Renato Andrade(PP)

Renzo Braz (PP)

Rodrigo de Castro (PSDB)

Saraiva Felipe (PMDB)

Tenente Lúcio (PSB)

Toninho Pinheiro (PP)

Zé Silva (SD)

 

Pará:

Beto Salame (PP)

Delegado Éder Mauro (PSD)

Elcione Barbalho (PMDB)

Francisco Chapadinha (PTN)

Hélio Leite (DEM)

José Priante (PMDB)

Josué Bengtson (PTB)

Júlia Marinho (PSC)

Lúcio Vale (PR)

Nilson Pinto (PSDB)

Simone Morgado (PMDB)

Wladimir Costa (SD)

 

Paraíba:

Aguinaldo Ribeiro (PP)

André Amaral (PMDB)

Benjamin Maranhão (SD)

Efraim Filho (DEM)

Hugo Motta (PMDB)

Rômulo Gouveia(PSD)

 

Paraná:

Alex Canziani (PTB)

Alfredo Kaefer (PSL)

Dilceu Sperafico (PP)

Edmar Arruda (PSD)

Dilceu Sperafico (PP)

Edmar Arruda (PSD)

Evandro Roman (PSD)

Giacobo (PR)

Hermes Parcianello (PMDB)

João Arruda ( PMDB)

Luiz Carlos Hauly (PSDB)

Luiz Nishimori (PR)

Nelson Meurer (PP)

Nelson Padovani (PSDB)

Osmar Bertoldi (DEM)

Sergio Souza (PMDB)

Takayama (PSC)

Toninho Wandscheer (PROS)

 

Pernambuco:

Adalberto Cavalcanti (PTB)

Augusto Coutinho (SD)

Bruno Araújo(PSDB)

Eduardo da Fonte (PP)

Fernando Coelho Filho (PSB)

Fernando Monteiro (PP)

Jorge Côrte Real(PTB)

Luciano Bivar (PSL)

Marinaldo Rosendo (PSB)

Mendonça Filho (DEM)

Ricardo Teobaldo (PTN)

Sebastião Oliveira (PR)

Zeca Cavalcanti (PTB)

 

Piauí:

Átila Lira (PSB)

Heráclito Fortes (PSB)

Iracema Portella (PP)

Júlio Cesar (PSD)

Maia Filho (PP)

Paes Landim (PTB)

 

Rio de Janeiro:

Alexandre Valle (PR)

Altineu Côrtes (PMDB)

Aureo (SD)

Celso Jacob (PMDB)

Cristiane Brasil (PTB)

Ezequiel Teixeira (PTN)

Francisco Floriano (DEM)

Julio Lopes (PP)

Leonardo Picciani (PMDB)

Marcelo Delaroli (PR)

Marco Antônio Cabral (PMDB)

Marcos Soares (DEM)

Paulo Feijó (PR)

Pedro Paulo (PMDB)

Roberto Sales (PRB)

Rosangela Gomes (PRB)

Simão Sessim (PP)

Soraya Santos (PMDB)

Walney Rocha (PEN)

Zé Augusto Nalin (PMDB)

 

Rio Grande do Norte:

Beto Rosado (PP)

Fábio Faria (PSD)

Felipe Maia (DEM)

Rogério Marinho(PSDB)

Walter Alves(PMDB)

 

Rio Grande do Sul:

Alceu Moreira (PMDB)

Cajar Nardes (PR)

Covatti Filho (PP)

Darcísio Perondi (PMDB)

José Fogaça (PMDB)

José Otávio Germano (PP)

Mauro Pereira (PMDB)

Osmar Terra (PMDB)

Renato Molling (PP)

Ronaldo Nogueira (PTB)

Sérgio Moraes (PTB)

Yeda Crusius (PSDB)

 

Rondônia:

Lindomar Garçon (PRB)

Lucio Mosquini (PMDB)

Luiz Cláudio (PR)

Marinha Raupp (PMDB)

Nilton Capixaba (PTB)

 

Roraima:

Abel Mesquita Jr. (DEM)

Édio Lopes (PR)

Hiran Gonçalves (PP)

Jhonatan de Jesus (PRB)

Maria Helena (PSB)

Remídio Monai (PR)

 

Santa Catarina:

Celso Maldaner (PMDB)

Cesar Souza (PSD)

João Paulo Kleinübing (PSD)

João Rodrigues (PSD)

Marco Tebaldi (PSDB)

Mauro Mariani (PMDB)

Rogério Peninha Mendonça (PMDB)

Ronaldo Benedet (PMDB)

Valdir Colatto (PMDB)

 

São Paulo:

Antonio Bulhões (PRB);

Baleia Rossi (PMDB) ;

Beto Mansur (PRB);

Bruna Furlan (PSDB);

Celso Russomanno (PRB);

Dr. Sinval Malheiros (PTN);

Eli Corrêa Filho (DEM);

Evandro Gussi (PV);

Fausto Pinato (PP);

Goulart (PSD)

Guilherme Mussi (PP)

Herculano Passos (PSD)

Jorge Tadeu Mudalen (DEM)

Marcelo Aguiar (DEM)

Marcelo Squassoni (PRB)

Marcio Alvino (PR)

Miguel Lombardi (PR)

Milton Monti (PR)

Missionário José Olimpio (DEM)

Nelson Marquezelli (PTB)

Paulo Freire (PR)

Paulo Maluf (PP)

Paulo Pereira da Silva (SD)

Pr. Marco Feliciano (PSC)

Ricardo Izar (PP)

Roberto Alves (PRB)

Roberto de Lucena (PV)

Vinicius Carvalho (PRB)

Walter Ihoshi (PSD)

 

Sergipe:

Andre Moura(PSC)

Fabio Reis (PMDB)

 

Tocantins:

Carlos Henrique Gaguim (PTN)

Dulce Miranda (PMDB)

Josi Nunes (PMDB)

Lázaro Botelho (PP)

Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM).

 

Para saber quem se absteve, faltou a sessão, mesmo sabendo da importância da votação, ou votou pelo prosseguimento do processo contra Temer e pela não rejeição da denúncia consulte o link do portal G1 abaixo:

https://g1.globo.com/politica/noticia/veja-como-votaram-os-deputados-por-estado-em-relacao-a-denuncia-contra-temer.ghtml

*Os deputados que se ausentaram favoreceram a rejeição da denúncia e a suspensão das investigações contra Michel Temer, pois a continuidade das investigações dependeria de expressiva maioria de votos e quórum.

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Matéria: Alan S. Zamker