as mil faces de Temer

Decisão do STF mantém Geddel Vieira Lima (PMDB) preso. 

Geddel foi preso dia 8 de setembro de 2017, após apreensão de R$ 51 milhões em dinheiro vivo, encontrado num apartamento em Salvador-BA. A decisão também veio com a negativa ao pedido apresentado pelos advogados de Geddel, que pleiteavam a revogação de sua prisão preventiva (sem data para acabar).

A apreensão foi resultado da operação “Tesouro Perdido” e no dinheiro foram encontradas digitais de Geddel Vieira Lima. Geddel participa a décadas da política brasileira, mesmo antes da redemocratização, durante a ditadura militar, Geddel já atuava politicamente.

Mais recentemente, Geddel Vieira Lima, foi considerado junto com Eduardo Cunha (PMDB) – que também está preso – e Michel Temer (PMDB) um dos principais articuladores políticos do impeachment da ex-Presidente Dilma Rousseff de quem, se tornou inimigo declarado.

O irmão de Geddel, Lúcio Vieira Lima, ex-deputado federal, até 31 de janeiro de 2019, perdeu as últimas eleições e não possui mandato, foi a primeira vez em 43 anos que o clã Vieira Lima ficou sem representação no congresso (em 1981 o pai de Lúcio e Geddel já se encontrava com José Sarney para tratar de temas considerados relevantes na política nacional). Ele votou contra a abertura de processo de impeachment ao presidente Michel Temer em agosto de 2017, mas foi um dos principais articuladores juntamente com seu irmão do impeachment da ex-Presidente Dilma Rousseff.

Geddel Vieira Lima foi Ministro Chefe da Secretária de Governo do Brasil, uma espécie de super Ministério do governo Temer, até pedir sua renúncia após o escândalo a construção de um mega empreendimento em Salvador e do pedido de exoneração de técnicos que emitiram laudo contra o empreendimento, que provocou, inclusive, a renúncia de outro Ministro do governo Temer.

A decisão foi proferida pelo relator, Ministro Edson Fachin, no âmbito da Ação Penal 1030, na qual Geddel e seu irmão Lúcio Vieira Lima, respondem por lavagem de dinheiro e associação criminosa, como apontou o site uol.com.br.

Na decisão o relator indicou que a prisão preventiva de Geddel Vieira Lima foi determinada “em função da gravidade das condutas atribuídas ao ex-Ministro, dos robustos indicativos de propensão à reiteração delitiva e da inequívoca insuficiência de medidas cautelares alternativas para o resguardo da ordem pública.” Assim, o relator negou a conversão da prisão preventiva em prisão domiciliar, indeferindo o pedido alternativo da defesa de Geddel.

NCZ: Notícia objetiva.

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