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O Chile é mais um País vivendo uma convulsão social, é uma panela de pressão prestes a explodir, que só seu Presidente insiste em não enxergar, afirmou Juan, 22 anos, jovem universitário que foi às ruas protestar contra o modelo econômico.

Das quase 1500 prisões, cerca de 650 ocorreram na Capital, Santiago, o que demonstra que a onda de protestos está generalizada por todo País.

Hoje o aeroporto de Santiago viveu um dia de caos. A população do Chile vem empobrecendo aceleradamente desde a implementação das duras regras de ajuste fiscal aprovadas pelo Governo de Sebastian Piñera.

Com impostos mais altos e regras previdenciárias que estão provocando uma sensação de angustia generalizada, sobretudo, nos mais velhos o Chile vive um momento de convulsão social.

O 2º toque de recolher de Piñera e a decretação do estado de emergência

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Hoje pela segunda vez o governo decretou toque de recolher, medida típica de regimes autoritários. Além disso, Piñera que é entusiasta de Augusto Pinochett, condenado no Chile, e acusado de ser responsável por mortes e torturas, num dos governos mais violentos do mundo, decretou hoje estado de emergência, medida que restringe liberdades e colocou militares nas ruas é a primeira vez que uma medida desse tipo é adotada no Chile desde o início da redemocratização do País.

O estopim da crise

O estopim da nova crise foi o aumento de 30 pesos na passagem do metro, mas evidentemente, a situação de caos vai muito além disso, tanto é que a maior parte dos protestos ocorrem onde não há metro, embora a mídia chilena insista em associar como única causa dos protestos o preço da passagem, o que não é verdade, como mostram os números dos protestos em todo País.

A verdade é que o modelo de previdência e educação do Chile e o excesso de impostos está levando as pessoas a falência, uma das maiores pautas das manifestações dos últimos dias era a extinção das dívidas estudantis, um modelo que tem levado a maior parte dos estudantes chilenos ao endividamento agudo. Não há como começar uma vida profissional com tamanha dívida, os estudantes se sentem como “escravos” dos bancos, pois trabalharão boa parte de suas vidas para pagar suas dívidas, que são crescentes e a juros nada amigáveis.

Maior onda de manifestações no País desde o ditador Pinochett

Foram registrados cerca de 200 protestos em todo País. Piñera chegou a revogar o aumento do preço da passagem do metro, mas as manifestações contra o governo continuaram.

O Chile vive a maior onda de manifestações contra um governo desde o ditador Augusto Pinochett (1973-1990).

Algumas agências de turismos estudam adiar ou cancelar voos para o Chile em razão da decretação do estado de emergência, do toque de recolher e das manifestações que acontecem em todo País.

NCZ e AZ – Agência de Notícia

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