selma arruda e bolsonaro

Ontem, 3, o Plenário do TSE se reuniu para julgar, dentre outros processos a Ação Investigação Judicial Eleitoral em que o TRE-MT, por unanimidade, cassou o mandato da Senadora Selma Arruda, eleita pelo PSL, e hoje filiada ao PODEMOS.

Selma foi cassada em abril/2019 pelo TRE-MT que considerou a prática de abuso de poder e “caixa 2”, que envolve cifra milionária.

Inconformada com a decisão Selma recorreu ainda no TRE-MT, mas o plenário com nova composição, depois da saída do Presidente e Corregedor, em decorrência do fim de seus mandatos e de outro membro da Corte, viu seu pedido de embargos ser indeferido ainda no TRE-MT à unanimidade, mesmo com o Plenário tendo nova composição.

Mais uma vez a, então Senadora pelo PSL, recorreu ao TSE, e o parecer da Procuradoria Geral Eleitoral foi pela manutenção da cassação pelos mesmo motivos.

Ontem, o relator do caso no TSE, Ministro Og Fernandes, proferiu seu voto que durou mais duas horas, e nele, mantém a cassação do mandato de Selma Arruda, por abuso de poder e “caixa 2”, determina sua inelegibilidade e afirma que após a decisão do TSE, deve-se marcar novas eleições para o Senado Federal em Mato Grosso para preenchimento da vaga.

O julgamento foi interrompido por causa do horário, e deve ser retomado no dia 10 de dezembro deste ano, quando então os demais membros da Corte proferirão seus votos e o julgamento será encerrado.

Até o momento nenhuma autoridade, quer do Ministério Público, quer do judiciário manifestou qualquer inconformidade com a decisão, o que tem levado políticos a cogitarem o cenário de eleições ainda no 1º semestre de 2020, caso a vaga tenha que ser preenchida.

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